O Diálogo Multissetorial do Algodão no Brasil, um fórum promovido pela Better Cotton Initiative (BCI) para otimizar a colaboração no setor agrícola, aprovou uma estrutura de governança permanente e anunciou planos para realizar seu primeiro evento público, um webinar, em 2026.
Em sua segunda reunião, realizada em 9 de dezembro em Brasília, mais de 50 representantes do setor algodoeiro brasileiro e das cadeias de suprimentos agrícolas aprovaram a nova estrutura. O conselho diretor será formado por até três representantes de cada um dos seguintes segmentos: algodoeiros; comerciantes e fornecedores; indústria têxtil; varejistas e marcas; organizações da sociedade civil; povos indígenas e comunidades tradicionais; educação e pesquisa; logística.
Com reuniões inicialmente previstas a cada dois meses, o conselho diretor contará com o apoio da secretaria executiva, liderada pela equipe da BCI no Brasil e responsável por assegurar a implementação das decisões tomadas pelo Diálogo. A instância decisória final permanece sendo a Sessão Plenária.
Álvaro Moreira, Gerente Sênior de Programas e Parcerias para Grandes Fazendas da BCI, afirmou: “Este segundo encontro consolidou o papel fundamental do Diálogo como veículo de colaboração e ação no setor algodoeiro brasileiro. Com a nova estrutura de governança, estaremos prontos para apoiar o setor com novas iniciativas em 2026, avançando ainda mais em áreas como rastreabilidade, proteção contra as mudanças climáticas, cooperação intersetorial e promoção do algodão como fibra natural. Todos os temas do Diálogo são definidos coletivamente por seus membros.”


Diferentes atores reunidos
Lançado em março de 2025 Idealizado pela BCI, com o apoio da Associação Brasileira de Algodoeiros (Abrapa), o Diálogo foi criado para reunir agricultores, empresas, pesquisadores, representantes da sociedade civil e do governo, com o objetivo de aprimorar a colaboração, compartilhar experiências e abordar os desafios comuns enfrentados pelo setor algodoeiro do país.
Silmara Ferraresi, Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, afirmou que a evolução do Diálogo proporcionará apoio adicional ao setor para superar os desafios futuros. “Quando reunimos, em um mesmo fórum, entidades que se complementam e dependem umas das outras, para discutir questões comuns, isso é importante para o futuro. Acredito na ação coletiva. Só funcionamos como uma corrente quando todos se sentam à mesa e colocam em discussão os interesses e desafios de cada um.”
As duas estruturas recém-criadas garantirão que as decisões tomadas na Sessão Plenária do Diálogo sejam implementadas e que seu impacto seja devidamente avaliado. No segundo encontro do Diálogo, em Brasília, os participantes apresentaram os primeiros nomes dos candidatos a cargos no conselho diretor – novas indicações podem ser feitas até 20 de janeiro de 2026.
O evento público online de 2026, cuja data específica ainda será confirmada, terá como foco a rastreabilidade, tema também central do segundo encontro. O webinar será a primeira oportunidade para aqueles que, embora não façam parte do fórum, estão de alguma forma ligados ao setor algodoeiro brasileiro, conhecerem diretamente seus planos e atividades.


Notas aos Editores
- O Diálogo Multissetorial do Algodão Brasileiro foi proposto inicialmente pela Better Cotton Initiative (BCI), no final de 2024, como uma das diversas ações para expandir e diversificar a contribuição da BCI para o setor algodoeiro do país como um todo.
- Desde 2013, a parceria de benchmarking da BCI com a Abrapa reconhece a equivalência entre o padrão ABR da Abrapa e o padrão de nível de campo da BCI. Este acordo foi atualizado e renovado em novembro de 2025 por mais três anos.
Outras reações dos participantes à 2ª reunião do Diálogo Multissetorial sobre Algodão no Brasil:
Fernando Pimentel, Presidente da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil):
“Com essas reuniões, vamos conhecendo aos poucos os diversos agentes econômicos que fazem parte dessa cadeia produtiva. Somente por meio do diálogo podemos encontrar caminhos que nos levem a um progresso sustentável. À medida que aprimoramos esse conhecimento, aceleramos o processo de encontrar os melhores caminhos para o desenvolvimento do setor [do algodão], desde a fazenda até a indústria [têxtil], chegando aos consumidores.”
Fabíola Silvério, Gerente de Sustentabilidade, Lojas Renner:
“Momentos como este são muito importantes, considerando os desafios que todos enfrentamos. Falamos muito sobre rastreabilidade, que é uma forma de apresentar aos nossos clientes todos os atributos de sustentabilidade que um produto pode ter. Diálogos como este podem reunir diversos intervenientes, para que possamos discutir e analisar os desafios sob a perspectiva de cada um.”
José Tibúrcio Carvalho Filho, Gerente Comercial e Técnico, Cooperativa Agrícola Coopercat:
“Como pequenos agricultores que utilizam alta tecnologia e rastreabilidade, é muito importante estarmos aqui ao lado de vários atores do setor algodoeiro. Hoje tive a oportunidade de conversar com a Renner, a C&A, a Abrapa; todos esses parceiros podem dar suporte à nossa agricultura familiar. Para o algodão, não importa se o agricultor é pequeno ou grande.”
Contactos
Para obter mais informações e para solicitações da mídia, entre em contato com o coordenador de relações públicas e mídia da Better Cotton Initiative, Chris Remington ([email protected]).






































